Um dia você dorme e quando acorda simplesmente não está mais lá.
Vocâ não sabe se partiu ou morreu, ou está escondido. Apenas não se encontra como você deixou.
Imperceptivelmente mudamos nossa forma de encarar a vida, através da assunção de responsabilidades as quais nem sempre são desejadas, num forçado processo de amadurecimento contínuo.
Provavelmente você não vai se lembrar do dia em que parou de correr com as crianças na rua. Tampouco lembrará do dia em que perdeu o contato com seu melhor amigo de infância, mas o fato é que ocorreu.
E logo você não é mais você.
Você dorme, acorda, trabalha, volta para sua casa, dorme, acorda, trabalha novamente e retorna novamente. De segunda á sexta, ocasionalmente aos sábados.
Você costuma ser gentil com seus clientes, com a moça do caixa do supermercado, o porteiro do prédio, a telefonista da companhia telefônica que insiste em ligar oferecendo um produto que você não quer.
Mas briga por nada com seu filho, seu irmão, sua mãe e com seu vizinho.
Você fica frustrado em fazer algo para um familiar, mas se um cliente pede, faz na hora com um sorriso no rosto. Qual a diferença? Talvez o fato do cliente pagar pelo seu falso contentamento.
Afundamos todos os dias em um poço de ignorância e frustrações, feito de pessoas tristes e insatisfeitas consigo mesmas e quem nem mesmo se dão conta do tempo que perdem queixando-se da vida, ao invés de gastá-lo tentando melhorá-la.
E a vida? essa vai passando...
0 comentários:
Postar um comentário