Coração de Tempestade

No início tudo é nada. Nada existe, nada pode, nada há.
Apenas a vontade.
E a vontade não é nada.
Apenas desejo de ser alguma coisa.
Até que surge a ação, quando o sujeito resolve seguir o impulso de seu tempestuoso coração, dar asas à sua vontade ofídica e criar. E quando isso ocorre, o nada dá espaço à criação.
O nada não deixa de existir, o nada está lá, oculto em meio a tantas coisas. O nada não é apenas a ausência de algo, assim como o Escuro não é a ausência de Luz.
O Nada é o Nada.
O Escuro é o Escuro.
Existem por si. Não dependem de outra coisa para existir.
Apenas são, têm existencia própria.
E tudo muda. Totus is amoveo. Pectus pectoris they amoveo.
Apenas o Nada permanece, sem definição.

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